segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Nova postagem sobre a velha ladainha


Acho que sou aquele símbolo da justiça. Com uma venda nos olhos e uma balança na mão...

De um lado, o Direito.
Direito de permanecer pedindo, gritando, implorando para que o direito de alguém (um ninguém para os DeusEmbargadores brasileiros) seja respeitado. Direito de permanecer calada, enquanto os Deuses da Justiça destilam seu veneno e tratam a vida de alguém como um nada, de ninguém. Direito de permanecer amordaçada, enquanto os Deuses da Justiça se divertem com o dinheiro dos que lhes pagam para sagrarem-se vitoriosos nas inúmeras ações em que são réus. Direito de tentar fazer justiça no país da injustiça.

De outro lado, a música.
Música que alimenta a alma, mas não consegue alimentar o corpo. Música que nutre o espírito e enfraquece o respeito. Música que enobrece os valores morais e empobrece os materiais.
Música que maneja os sonhos, obstada pela realidade que se encarrega de impor pesadelos.

Bastava-me o equilíbrio...

Mas a libriana de último dia sente em si o ferão do escorpião que, acuado em um círculo de fogo, ferroa a si próprio para evitar expor-se às chamas.

E a espada que a outra mão carrega serve apenas como apoio; bengala a uma velha de espírito que se amedronta diante de uma batalha.

Um comentário: