quarta-feira, 17 de abril de 2013

Até breve, Vovuska


Àquela que foi todas as mulheres em uma!
Nossa Joana D’Arc criou seu próprio Exército. Lutou muito e triunfou com graça. Superou todas as batalhas. Na última que lutou sabia que seus eternos soldados a escoltavam – e em um quarto cheio, esperou o melhor momento para dar seu último suspiro. Nossa heroína respeitava a vontade de seus comandados. Guerreira sim, e vitoriosa sempre!
Nossa Marylin Monroe conquistou corações. Homens e melhores que se renderam aos seus encantos. Linda e graciosa em tudo: por dentro e por fora!
Nossa Chef fazia de tudo. Das receitas mais complicadas às mais simples, regava todas com seu ingrediente especial: um carinho imenso por quem ia comer aquelas delícias!
Nossa Senhora Aparecida nunca se escondeu. Foi mãe e filha. Aprendeu e ensinou com um mesmo afeto e inteligência, que seria impossível não se render. E quando se tratava de ensinar a maior lição de todas, deixou que o exemplo falasse por si só. Nunca houve amor maior!
À Wilza de poucos, à Guinha de todos, à minha Vovuska, deixo aqui o meu até breve. Essa hora é um pouquinho sofrida pra quem fica sim; afinal, ela, minha Vovuska, é nossa base forte. Mas, assim como essa passagem é uma das poucas certezas que temos na vida, alegra-me saber que quando minha hora chegar, serei recepcionada com lasanha, gelatina cor-de-rosa, lambe-lambe e um amor que não dá pra contar...
Não fica desacorçoada não, Vovuska, porque quando minha hora chegar, levo o violão e chego cantando. Mas, enquanto isso, canto daqui: “não se admire se um dia/ um beija-flor invadir/ a porta da sua casa/ te der um beijo e partir/ fui eu que mandei o beijo/ que é pra matar meu desejo/ faz tempo que não te vejo/ ai que saudade d’ocê”.
Da eternamente sua: Tita.